domingo, 2 de setembro de 2007
Estrangeiro
I'm a real nowhere man. Nasci estrangeiro, desterrado. Preto entre brancos, índio entre pretos, ódio entre os dentes. Exilei-me. Fora do meu nao-lugar original, tinha raízes irreconhecíveis. Teci raízes aéreas para me ligar à nova terra. Sem os nutrientes da tradição, fiz-me híbrido. Desconstruí o pouco do passado que havia em mim e projetei um futuro que não brotava daquele presente, mas era um constructo de linhas dispersas. Juntei meus pedaços, pedaços de outros, possibilidades de vida, possibilidades de amor. Meu espaço-tempo era provincianamente mundializado. Meu mundo, desmundo. Nasci estrangeiro. Carrego comigo este estigma. Todo lugar me causa estranheza - e encantamento. Sou um eterno turista. Todo lugar é lugar de passagem. Minha morada está na fronteira, eternamente na fronteira.
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